CROMOTERAPIA – o poder das cores

As cores estão no alimento que ingerimos, nas roupas que vestimos, na casa, no trabalho, etc. A presença de algumas delas induz à alegria e descontração, proporcionando também saúde e bem-estar.

 As cores sempre tiveram presentes na cultura dos povos antigos. Inúmeros relatos sobre a civilização egípcia apresentam a significativa participação das cores nos hábitos culturais e religiosos daquele povo. As cores também tiveram uma presença marcante na Índia e na China, onde fazendo parte dos hábitos sociais e da cultura religiosa desses países. Embora o emprego das cores como elemento terapêutico esteja presente em muitas citações antigas, a primeira obra que tratou do assunto surgiu em 1877, mencionando apenas duas cores: o vermelho agindo como estimulador, e o azul, de ação calmante.

No ano seguinte, o Dr. E. D. Babbit publicou um trabalho descrevendo o efeito terapêutico das sete cores do arco-íris, mas foi o cientista indiano D.P. Ghadiali quem realizou ampla pesquisa sobre da influência das cores no organismo humano. Ele trabalhou e lecionou nos Estados Unidos, onde desenvolveu as lâmpadas coloridas para uso terapêutico e, em 1933, publicou um livro no qual descreveu a significativa contribuição das cores para a saúde e bem-estar. A partir desse estudo, o uso das cores como elemento terapêutico tornou-se bem mais freqüente. Surgiram também vários livros tratando do assunto, fazendo com que a cromoterapia começasse a ser praticada em muitos países. No Brasil, a cromoterapia tem sido utilizada em vários redutos kardecistas. Um grande número de casas espíritas adotou as cores para efetuar energização devido às obras de Edgard Armond, que referiam ao poder terapêutico das cores. Além do kardecismo, outras filosofias também passaram a desenvolver essa prática no tratamento de vários males físicos e mentais.

Influências no Organismo: as cores surgem pela incidência da luz. A energia luminosa é composta pelas sete cores do arco-íris, como foi comprovado pelo físico e matemático lsaac Newton. A luz é o principio básico da vida orgânica e, além de fornecer calor, sua presença é indispensável ao desenvolvimento dos vegetais, permitindo que estes realizarem o processo da fotossíntese. As cores compõem as moléculas dos vegetais, e sua presença nas frutas e legumes é evidente. Ao ingerirmos esses alimentos, o processo digestivo desagrega as moléculas dos vegetais, possibilitando a seleção e absorção dos nutrientes. As cores contidas nos alimentos ingeridos não são eliminadas nas fezes, mas absorvidas pelo corpo, participando ativamente das atividades biológicas. As cores não são elementos estranhos ao organismo, pois a máquina humana está adaptada para metabolizar substâncias coloridas. Assim, o uso terapêutico das cores para a saúde é considerado um método natural, que não agride o corpo de nenhuma forma.

A Cromoterapia baseia-se nas propriedades terapêuticas de cada uma das sete cores do arco-íris. Inicialmente, a vibração projetada pelas luzes coloridas age nos campos de força denominados chakras, promovendo o reequilíbrio energético destes. Em seguida, seu eleito atinge o físico, permitindo o restabelecimento dos órgãos afetados por alguma doença. Aplicação das cores O uso de luzes coloridas é a base da cromoterapia, e o tratamento é realizado com lâmpadas coloridas comuns. Existem também aparelhos de cromoterapia, com filtros coloridos para facilitar a aplicação das cores – aplicação esta que deve ser feita no local afetado pela enfermidade, com leves movimentos e a alguns centímetros de distância. A visualização das cores é uma forma de potencializar o seu efeito curativo. À medida que o terapeuta estiver aplicando a luz colorida, recomenda-se também que o paciente visualize a cor na região afetada, para melhor aproveitamento das suas propriedades terapêuticas. A visualização também permite também que as cores sejam projetadas a distância. Não existe nenhum método especial para emanar cores para alguém – basta imaginar a pessoa envolvida pela cor desejada. O principal é descobrir que cor a pessoa necessita, e para isso basta saber como ela se encontra e pesquisar, na propriedade das cores, qual delas é a mais indicada.

Tomar água solarizada com cores é uma outra maneira prática de se obter os benefícios da cromoterapia. A solarização deve ser feita em uma garrafa de vidro transparente, envolvida com papel celofane na cor indicada. Coloque água potável na garrafa e leve-a ao sol. Deixe o recipiente exposto á luz por no mínimo de uma hora (se o sol estiver forte), durante meio dia (se o sol estiver fraco) ou o dia todo (se o tempo estiver chuvoso). Após esse processo, a água já estará energizada com a cor, podendo ser armazenada em outro recipiente, colocada na geladeira, etc. Só não ferva nem congele essa água. A quantidade mínima sugerida para beber é de um copo por dia; no entanto, quanto mais a pessoa tomar, melhor será o efeito no organismo. É importante mencionar que a cromoterapia não dispensa tratamentos médicos: ela deve ser usada paralelamente a estes.

 

  VermelhoVitalizador em potencial e estimulante circulatório. Aumenta a produção de glóbulos vermelhos e de ferro no sangue; portanto, é indicado em casos de anemia. Eleva a pressão arterial e energiza o fígado. Não é recomendado usar o vermelho em casos de: febre, taquicardia e pressão alta.
  LaranjaDesobstruidor em potencial, usado como auxiliar nos tratamentos de pedras nos rins e vesícula. A cor também é recomendada para cistos, nódulos e formações tumorais benigmas. É útil na desobstruçao dos vasos sanguíneos e para baixar taxas elevadas de colesterol e triglicérides. Pode ser utilizada como substituto do vermelho, quando este não puder ser empregado. Deve-se evitar aplicar o laranja nos casos de trombose.
  AmareloEstimulante do pâncreas e nervos periféricos. É indicado para diabetes, atrofias nervosas e musculares. Essa cor favorece a digestão, produz efeito laxante e combate os vermes da flora intestinal. Seu efeito terapêutico abrange a pele, favorecendo a manutenção da elasticidade e a cicatrização. Também é recomendada para manchas, cravos e espinhas. Seu uso não é indicado nos casos de infecção, inflamação, gastrite e úlcera.
  VerdePossui eleito equilibrador em todo organismo; por isso, pode ser associado a qualquer outra cor para aumentar os benefícios da cromoterapia. Além do efeito terapêutico das demais cores nos órgãos afetados pela doença, a presença do verde favorece uma breve recuperação. É indicado para qualquer problema circulatório e cardíaco, e regulariza a pressão arterial. A mistura do verde com o amarelo forma o verde limão, que favorece a constituição óssea, sendo indicado para a osteoporose. O verde não apresenta nenhuma contra-indicação.
  Azul É a cor de maior número de propriedades terapêuticas. Produz efeito calmante, adstringente e analgésico nos órgãos e sistemas do corpo. É indicada nos casos de pressão alta, favorecendo a coagulação sangüínea, a regeneração celular, etc. Também é recomendada para todas as doenças infecciosas e inflamatórias, principalmente quando acompanhadas de febre. Suaviza a dor em qualquer parte do corpo. Não é bom aplicar o azul durante as cãibras.
  ÍndigoFavorece a drenagem linfática, sendo portanto indicado nos processos inflamatórios. Energiza a área visual e auditiva. É recomendado em qualquer problema dos olhos e ouvidos. A cor índigo não apresenta nenhuma contra-indicação.
  VioletaEstimula o sistema imunológico. Seu uso é apropriado para todos os tipos de infecções. Promove o fortalecimento do sistema nervoso central, e complicações neurológicas. É recomendado também para tumores malignos. Não há restrição alguma quanto ao seu uso.

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