MEDICINA INTEGRAL: A MEDICINA DO FUTURO

 

“Quem cura tem razão”. Durante milhares de anos prevaleceu este princípio simples e dele se desenvolveu a medicina baseada na experiência. Não era importante para o doente se a terapia podia ser “explicada”. Para ele, era importante ser curado sem efeitos colaterais.

Para a medicina acadêmica, não é mais decisivo se a terapia ajuda ou não o paciente. Em primeiro lugar, agora é preciso explicar, se possível, o efeito da terapia. Dessa maneira absurda, “científica”, um tesouro imenso de terapias utilizadas durante milênios quase se perdeu. A medicina acadêmica concentrou-se, mais e mais, em sintomas e esqueceu que o homem é uma unidade de corpo, mente e alma. Para ela, a doença é uma disfunção local limitada. Portanto o objetivo é fazer o sintoma desaparecer.

Para descrever a diferença entre a medicina acadêmica e a medicina natural podemos tomar como exemplo um resfriado. Para a medicina acadêmica, o resfriado é uma infecção local da mucosa nasal. Esta infecção é provocada por um vírus. Conseqüência lógica: utilização de medicamentos que inibem a infecção e diminuem o inchaço, suprimindo com relativa rapidez os sintomas. Contra os vírus não existem medicamentos eficazes — somente uma boa defesa imunológica, sem esta defesa, muitas vezes aparecem outras complicações. A medicina natural vai mais a fundo, ela não fica só diagnosticando um catarro. Ela indaga porque o doente não conseguiu combater o vírus. Procura a causa na fraqueza da defesa imunológica.

O Naturológo (seja ele médico ou terapeuta) começa com uma indagação rigorosa a respeito de relações mais profundas. Ele procura eliminar estas conexões, a fim de impedir complicações e uma ampliação do quadro clínico, com novos sintomas.

O tratamento local produz apenas a diminuição de sintomas. É o caminho mais rápido e, para o paciente, muitas vezes o mais cômodo. Entretanto, a médio e a longo prazo, é um caminho perigoso. A supressão dos sintomas geralmente enfraquece mais ainda a defesa imunológica.

Doenças iatrogênicas (provocadas pela intervenção médica e farmacêutica) não podem ser descartadas. Calcula-se que, de cada 10 leitos hospitalares, 4 são ocupados por doentes portadores de doença iatrogênica.

Nihil nocere — em primeiro lugar não prejudicar:  No caso de sintomas agudos, em que existe perigo de morte, é claro que precisamos aceitar os riscos para proporcionar uma ajuda rápida ao doente. Porém, quando não se trata de um caso de emergência, não existe desculpa para receitar medicamentos com graves efeitos colaterais conhecidos apenas porque — segundo princípios errados — a medicina natural é ignorada mesmo quando seria a terapia de escolha.

Valorizar o “médico interior”: A defesa imunológica e as forças internas de cura podem ser chamadas de “médico interior”. A ele cabe um papel muito importante na manutenção da saúde e na cura real da doença. Durante muito tempo, a medicina acadêmica desprezou arrogantemente essa força vital. A prática mostrou que isso está errado. A medicina acadêmica recomeçou, finalmente, a preocupar-se com a defesa imunológica e com a imunidade. Mas é preciso constatar que ela entende pouquíssimo do mecanismo da autocura. Durante tempo excessivo, preocupou-se pouco ou nada com o “médico interior”.

Medicina integral — a medicina do futuro:  Os alopatas radicais e os fanáticos da medicina natural — que consideram correta apenas sua própria prática — precisam, finalmente, perceber que estão na barca errada. Medicina acadêmica e medicina natural não precisam se excluir mutuamente, mas podem, muito bem, se complementar. Em muitos casos, é a combinação das duas orientações que traz o melhor efeito.

Está na hora dos dois grupos se encontrarem para descobrir a melhor maneira de ajudar os doentes que sofrem. Precisamos de um trabalho conjunto e isto requer compreensão e reconhecimento mútuos. Tudo o que ajuda o paciente — e já mostrou o seu valor na prática — precisa ser integrado à medicina.  Já é visível uma nítida opção pela medicina integral, que abrange conceitos como medicina energética, medicina biológica e medicina holística.

G. R. Brem, do site  www.enzoassugeni.org.br – Este site auxilia vítimas de erros médicos

3 Respostas para “MEDICINA INTEGRAL: A MEDICINA DO FUTURO

  1. Muito obrigado e parabéns pela coragem que tem em tocar em pontos tão sensíveis.
    É verdade que cada vez mais é procurada a medicina holística, mas, ainda existe o medo do utente, em relação ou seu medico.
    É uma constante, o paciente procurar as medicinas não convencional escondendo esse facto ao seu medico; factor que nada beneficia a recuperação do doente. A maior parte das vezes o doente, comporta-se como se estivesse a praticar um crime.
    Não somos livres de escolha. Somos obrigados a pagar para uma medicina que mutila, envenena, e é responsável pela sociedade toxicodependente em que vivemos. Um terço da sociedade moderna é dependente de Benzodiazepinas, (os vulgares calmantes) receitados pelo médico de família. muito mais perigosos que a heroína e todas as drogas proibidas juntas.
    Alem disso é preciso ter muito cuidado, porque a medicina é muito punitiva, muitos são os médicos que apodreceram nas cadeias esperando que as suas teses sejam avaliadas, e outros há que estão refugiados.
    Mais uma vez agradeço e parabéns pela coragem.

    • Oi Antonio! Bem haja! Não se trata de coragem e sim de dizer a verdade, a saúde do povo precisa sair das mãos da elite para que todos tenham acesso aos meios de cura disponíveis, sejam eles convencionais ou holistícos.
      A briga tem que acabar e a saúde do povo tem que vencer…Abraços a todos de nosso País-Irmão, o querido Portugal. Abraços a vc e muito obrigada por suas palavras. NAMASTÊ!

  2. maria de lourdes melo

    Ola! companheiro, realmente precisamos refletir, interagir com as duas medicinas, elas são importantes para o homem moderno, mas nós que somos pela medicina integral, infelismente não temos o apoio dos governantes e nem da sociedade, apesar de saber que muitas vezes somos incapazes de curar um resfriado comum. Recentemente fiz um questionário para 250 alunos e somente um respondeu que não tinha interesse em conhecer melhor a medicina natural. Seria muito bom se nós uníssemo para tentar colocar como disciplina escolar, até porque este conhecimento faz parte das nossas raízes, deveria ser incluido dentro dos temas tranversais para a cidadania. Quero aprimorar meus conhecimento e ser respitad pela sociedade como uma terapeuta não como uma raizeira.

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