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SÓ POR HOJE!

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Fim de ano se aproximando e junto com ele a nossa velha conhecida: a ansiedade! Estive pensando em como vencer essa sensação que nos tira o foco, a concentração, a paz e a lucidez. Pensei em falar sobre algo que nos ajude a vencer o pensamento ansioso e que nos mantenha no momento presente.

O PRESENTE, esse momento, aqui e agora é tudo o que existe: nossa única realidade. O passado é composto por memórias e o futuro por fantasias de nossa imaginação. É claro que precisamos planejar, ter metas pois sem planejamento pouco ou mesmo nada acontece mas isso é diferente de ter pensamentos ansiosos e angustiantes.

Então aconteceu uma sucessão de fatos: acordei cantarolando a música do Legião Urbana “Só por hoje” e resolvi conhecer o texto completo, que eu sabia ser utilizado nas reuniões dos Alcóolatras Anônimos e em outras associações que ajudam dependentes químicos.

Lendo o texto, percebi que não é necessário ter nenhum vício pernicioso para praticar a leitura diária desse texto. Para mim ele trouxe conforto, paz e me permitiu respirar no AGORA, pois o grande vício da sociedade contemporânea é a síndrome do pensamento acelerado.

Segue o texto: 

Só por hoje, procurarei viver o dia que passa, apenas, sem tentar resolver todos os problemas da minha vida inteira. Por doze horas, apenas, poderei executar qualquer coisa que me encheria de pavor se tivesse de realizá-la pelo resto da minha vida.

Só por hoje, me sentirei feliz. Farei verdadeira aquela frase de Abraham Lincoln: Muita gente se sente feliz só porque se convence de que o é.

Só por hoje, procurarei fortalecer minha inteligência. Aprenderei qualquer coisa de útil. Lerei qualquer coisa que exija esforço, pensamento e concentração.

Só por hoje, procurarei me ajustar aos fatos, em vez de tentar ajustar tudo que existe aos meus próprios desejos.

Só por hoje, exercitarei minha alma de três maneiras: fazer um benefício a alguém, sem contá-lo a quem quer que seja. Farei pelo menos duas coisas que não desejava fazer, só por exercício. E hoje, se alguma coisa me magoar, não revelarei a ninguém.

Só por hoje, procurarei mostrar a melhor aparência possível, vestir-me bem, falar baixo e agir delicadamente. Não farei críticas ou tentarei corrigir nem dar ordens a ninguém, a não ser a mim mesmo.

Só por hoje, estabelecerei um programa de ação. É possível que eu não o siga à risca, mas tentarei. Vou me livrar de duas pragas: a pressa e a indecisão.

Só por hoje, dedicarei uma meia hora, a mim próprio, para fazer silêncio e repouso. Durante essa meia hora procurarei divisar uma perspectiva mais clara de minha vida.

Só por hoje, não hei de ter medo. Especialmente, não hei de ter medo de apreciar a beleza e de acreditar que aquilo que eu der ao Mundo, o Mundo me devolverá.

Vamos tentar? É só por hoje!

 

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O EFEITO SOMBRA: O FILME!

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Para quem quer entender um pouco mais sobre a SOMBRA, esse ARQUÉTIPO do INCONSCIENTE COLETIVO que é como um duplo nosso, um gêmeo sombrio que precisa ser reconhecido, educado e integrado.  A psique humana possui muita escuridão e esta precisa ser iluminada. Recomendo a todos que assistam esse filme que explora nossos medos e explica muita coisa sobre o mal generalizado que enxergamos no outro mas que negamos em nós mesmos.

Só para quem busca a verdade e o autoconhecimento!

É SÓ CLICAR NO LINK: https://youtu.be/YX3MKbqdeJA

PERDI MEU EMPREGO, E AGORA?

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Atualmente, estamos vivendo  uma época de profunda crise econômica e política e todos os dias pessoas estão perdendo seus empregos. A pergunta que mais se ouve é: “Perdi meu emprego, e agora?”. Sem dúvida é um momento difícil onde muitas emoções se mostram envolvidas: sentimentos como tristeza, medo, raiva, abatimento, inúmeros questionamentos e perda da autoestima.

Num primeiro momento é natural que a pessoa se sinta sem chão, sem saber como dar a notícia a seus familiares e se perceba com vergonha de falar sobre seu novo “status” de desempregado com amigos. Mas não precisa ser assim, passado o período inicial do choque pela notícia recebida e tudo o que ela representa é hora de dar um tempo. Esse tempo é necessário para que você reavalie sua carreira e a própria demissão.

Mas note que essa pausa para reavaliação não deve ser  muito longa a menos que você tenha outras fontes de renda e não esteja preocupado com recolocação profissional. Na verdade o tempo necessário pra você assimilar sua nova condição é relativo mas você precisa perceber que já possui uma nova ocupação:  ser um vendedor de si mesmo e encontrar os meios e os métodos para  voltar ao mercado de trabalho o mais rapidamente possível.

Entenda que você é seu novo produto, ou seja, para voltar a ativa você vai precisar cuidar da embalagem do produto (sua aparência), do conteúdo do produto (atualizar seu curriculum e analisar as falhas e deficiências do mesmo) e se mostrar disponível para novas possibilidades em sua carreira. Talvez você enxergue a necessidade de ingressar em novos cursos de atualização, novos cursos de idioma e acionar sua rede de contatos. O fato é que cuidar do seu emocional e focar nos seus pontos fortes é fundamental para estar a frente e ser um profissional competitivo.

Não tenha pena de si mesmo: saiba vender “seu peixe”. Lembre que nada é por acaso e que o Universo está lhe dando um momento de pausa forçada. Use o momento para se fortalecer e para crescer a fim de estar melhor preparado para novas oportunidades. Os recursos financeiros obtidos com a rescisão do contrato de trabalho, saque de FGTS, seguro-desemprego e outras indenizações devem ser vistos como possibilidades de investimento em sua própria carreira. Evite os gastos supérfluos e foque no seu maior e melhor investimento: você!

O assunto rende outras postagens, com certeza, mas se você não estiver conseguindo manter sua energia, sua autoestima e sua esperança, não perca mais tempo e busque ajuda especializada.  Submeter-se a um processo de análise através da psicoterapia vai te ajudar a entender seu momento atual e você estará investindo no seu crescimento pessoal, evolução profissional e autoconhecimento. Para saber mais sobre a psicoterapia com ênfase em recolocação profissional, na abordagem junguiana e como ela pode te ajudar a encontrar o verdadeiro caminho até a sua realização profissional, clique agora no link abaixo:

https://carlalindolfo.wordpress.com/

É hora de repensar, entender, crescer, transformar…porque ninguém transforma ninguém mas ninguém se transforma sozinho. AGENDE SUA SESSÃO!

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EU MAIOR – O FILME

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“EU MAIOR”  uma reflexão contemporânea sobre autoconhecimento e busca da felicidade, por meio de entrevistas com expoentes de diferentes áreas, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e esportistas. IMPERDÍVEL!

Link para assistir o filme completo no YOUTUBE:

http://youtu.be/V0gquwUQ-b0

O MITO DE PERSÉFONE À LUZ DA PSICOLOGIA JUNGUIANA

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A prática da clínica psicoterápica é um espaço sagrado onde se revelam os padrões psíquicos mais profundos, estruturantes da alma humana. As diversas histórias que ali se derramam, com seus traumas e transformações, representam uma amostra do que há de mais singular nos indivíduos ao mesmo tempo em que apontam para os temas centrais da vida, os quais sempre foram citados pela mitologia de todas as épocas.

Nos mitos os arquétipos se revelam em sua forma mais pura. Em cada enredo elaborado pela consciência dos homens de milênios atrás, com uma linguagem simbólica, típica do inconsciente, são contados os caminhos para a evolução da alma humana, os passos heróicos imprescindíveis para a iluminação da consciência, a trajetória do Ego na direção do Self. Cada mito aborda aspectos diferentes de uma mesma jornada, a única que é essencial a qualquer pessoa, o caminho de sua Individuação.

O mito de Perséfone apresenta o tema da filha inocente raptada do mundo da mãe (Deméter) pelo deus dos subterrâneos (Hades). Conta o mito que Perséfone debruçou-se para colher uma flor de Narciso à beira de um precipício quando a terra se abriu e dela surgiu Hades, que a seqüestrou para o mundo das trevas. Sua mãe a procurou por vários dias até que ameaçou lançar a infertilidade sobre a terra se a filha não fosse encontrada. Com a interferência de Zeus, Hades concorda em devolvê-la à mãe, mas antes lhe oferece sementes de romã, que ela aceita, e por ter se alimentado naquele local ficaria eternamente vinculada ao mesmo. Perséfone então passa a viver quatro meses com Hades nos infernos e oito meses com a mãe no Olimpo.

Fazendo uma tradução para uma abordagem contemporânea identificamos alguns temas trazidos por esta história e que podem ser observados na prática clínica. A iniciação no mito dá-se com um rapto, fazendo referência à forma como se inicia o contato com o inconsciente para quem possui a consciência impregnada pela inocência. Há pessoas que permanecem por longo tempo numa atitude fantasiosa com relação às questões decisivas da maturidade e são despertadas de modo violento (crises de pânico, sintomas físicos, perdas, acidentes) para uma reflexão mais profunda sobre o caminho que tem percorrido até então. O rapto pode ser visto simbolicamente como uma lesão infligida ao ego que precisa ser provocado para abdicar de seu controle exclusivo sobre o psiquismo, estimulando-o ao reconhecimento do centro maior, o Self.

A descida inicialmente traumática é, entretanto, a chave para um vasto campo de descobertas interiores. O tema da descida ao inconsciente, seguida da ascensão vai transformando a ingênua Perséfone na grande “Senhora dos Infernos”, mas não sem antes sofrer os períodos de pavor através do qual um psiquismo inocente é invadido pelo confronto com os conteúdos assustadores que estiveram durante longo tempo reprimidos. A Perséfone imatura geralmente aparece sob a roupagem da vítima, da mártir, da incompreendida. Só depois, com o tempo e a maturidade conquistada pelo esforço na relação com o inconsciente, poderá entender melhor suas manifestações psíquicas, deixar de projetar no externo as raízes de seus males, e dirigir de maneira sábia a relação com os conteúdos do mundo avernal, fazendo das manifestações inconscientes, poderosos aliados.

É preciso realizar completamente a dolorosa descida para ser capaz de subir e trazer para a superfície a sabedoria adquirida. Após o período de sofrimento Perséfone é libertada e é agraciada com o poder de circular tanto no Olimpo como no Hades, saber do céu e do inferno, penetrar as raízes da dor e descobrir o caminho da própria cura. Abandonar o lugar de inferioridade antes habitado e colocar-se como pessoa ativa na construção do próprio destino é uma mudança que desafia o antigo padrão tão cultivado pela Perséfone menina. Despedir-se dos aspectos infantis e assumir o ônus da vida adulta, responsabilizando-se pela própria psiquê, assumindo seus deuses e monstros interiores é tarefa heróica que transforma a vítima assustada na Perséfone sábia.

A sabedoria é resultado da construção de um mundo íntimo rico e fértil, que não é mais tratado como inimigo necessitado de mecanismos repressores. Deixar-se conduzir pelas diretrizes do Self, aprender a relacionar-se com o mundo subjetivo de si mesmo e estar conectado às próprias profundezas é ser guiado pelo propósito superior da individuação. Até alcançar este estágio de perfeita sintonia com o Self passamos, entretanto, por descidas e subidas cíclicas, recheadas de sofrimentos e vitórias, como retrata o mito. Nos ciclos de descida aos infernos nos conectamos inicialmente com os medos, a depressão, os aspectos infantis, os conteúdos instintivos. Subimos à consciência e vamos aprendendo a integrar tais aspectos na personalidade total. As descidas seguintes já vão perdendo seu caráter traumático, permitindo assim o vislumbrar da sabedoria resultante do mergulho nas próprias feridas, favorecendo então a percepção dos componentes criativos e ordenadores do psiquismo. É preciso resistir às dores iniciais para merecer penetrar os recantos mais transcendentes do ser.

Trechos do texto “O Mito de Perséfone na Prática Clínica”, por Sílzen Furtado

ORAÇÃO À MÃE TERRA

PSICOTERAPIA JUNGUIANA E FLORAIS DE BACH

 

Abençoado seja o Filho da Luz, que conhece sua Mãe Terra, pois é ela a doadora da vida. Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela. Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida… E te deu este corpo que um dia tu lhe devolverás. Saibas que o sangue que corre nas tuas veias nasceu do sangue da tua Mãe Terra. O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela. Borbulha nos riachos das montanhas, flui abundantemente nos rios das planícies. Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra. O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu e os sussurros das folhas da floresta. Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra. Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.

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TRÊS FORMAS DE AMAR

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O amor pode ter três dimensões.

Uma é a da dependência; eis o que acontece à maioria das pessoas. O marido é dependente da esposa, a esposa é dependente do marido; eles exploram um ao outro, dominam um ao outro, possuem um ao outro, reduzem um ao outro a uma mercadoria.

Em 99% dos casos, isso é o que está acontecendo no mundo. Eis por que o amor, que pode abrir as portas do paraíso, abre apenas as portas do inferno.

A segunda possibilidade é o amor entre duas pessoas independentes. Isso também acontece de vez em quando. Mas isso também traz infelicidade, porque há um conflito constante. Nenhuma adaptação é possível; os dois são muito independentes, e ninguém está pronto para se comprometer, para se adaptar ao outro. (…) Dão liberdade ao outro, mas a liberdade deles parece mais indiferença do que liberdade; dá a impressão de que eles não se preocupam, de que não se importam.

Eles se entregam mutuamente ao seu próprio espaço. A relação parece ser apenas superficial; eles têm medo de se aprofundar mais uns nos outros porque estão mais ligados à própria liberdade do que ao amor, e eles não querem se comprometer.

E a terceira possibilidade é a da interdependência. Isso acontece muito raramente; mas sempre que acontece, uma parte do paraíso cai na terra.

Duas pessoas, nem independentes nem dependentes, mas numa grande sincronicidade, como que respirando no mesmo corpo, uma alma em dois corpos – sempre que isso acontece, acontece o amor.

Só isso se pode chamar de amor.

As outras duas formas não são realmente amor, são apenas vínculos – sociais, psicológicos, biológicos, mas vínculos. A terceira forma é algo espiritual.

Osho, em “Maturidade: A Responsabilidade de Ser Você Mesmo” – Publicado no blog palavras de Osho